FAIRYTALE: A TRUE STORY (1997)

Dirigido por Charles Sturridge, a história se passa em
1917, e é baseada num fato real: o caso das Fadas de Cottingley. As primas
Elsie Wright, de 16 anos, e Frances Griffiths, de 10, relataram que tiveram
contato com fadas e conseguiram demonstrar este feito através de fotos. Na
época, houve grande comoção entre jornalistas e fotógrafos, todos possuídos
pela imensa curiosidade em saber se o que viam era real ou falso, e outros,
ainda, com a única intenção de desvendar o mistério acusando-as de que suas
fotos não eram verdadeiras.
(Frances e Elsie, respectivamente)
O pai de Frances está na
guerra, então ela procura sempre depositar sua fé em coisas que lhe façam bem.
Ela e sua prima, Elsie, são admiradoras de fadas e tentam, de todos os modos,
entrar em contato com elas. Elas cantam, elas recitam poemas, elas chamam as
fadas. Porém, no início, elas não obtêm sucesso; as fadas, como criaturas
frágeis que são, têm medo de se exibirem e virarem uma exposição de circo para
os olhos humanos.
A situação se reverte –
as fadas confiam nas duas garotas. Elas aparecem para elas e passam a fazer
contato. Só que, mais uma vez, o que era pra se manter em segredo é espalhado
com um sopro ao vento. As garotas ganham uma câmera nova e, com o intuito de
provar que as fadas realmente existem, conseguem fotografá-las de forma
escondida.
Quando exibem as fotos ao
pai de Elsie, ele não acredita e tem veemência quando afirma que as imagens são
forjadas e que as fadas são feitas de papel e montadas de modo a parecem reais.
Ele fica com as fotos para analisá-las (pois é fotógrafo), e tenta ocultar este
fato de sua esposa (mãe de Elsie). Ele age desse modo, pois, anos atrás,
tiveram um filho que morreu de pneumonia – um garoto fascinado por fadas e que sempre
afirmou que elas eram reais. A mãe não superou essa morte e, sempre que entrava
em contato com qualquer coisa relacionada ao filho, ficava em depressão.
Essa é uma das fotos
verdadeiras, mostrando Elsie com as fadas:
Num momento de distração,
a mãe tem contato com as fotos. Ela quer, realmente, do fundo do coração,
acreditar que o que está vendo é real, porém ainda tem suas dúvidas. Ela passa
a frequentar uma sociedade teosófica, onde o palestrante e todos os membros
afirmam que criaturas de outro mundo são reais – como fadas e fantasmas.
Pessoas relatam acontecimentos onde foi possível visualizar estes seres e,
assim, a fé que a mãe de Elsie possui aumenta, e ela também passa a acreditar
em fadas.
Mas os meios de prova
nunca são suficientes, né? Quem acredita, acredita, e ponto final. Mas essa
capacidade de fé é inferior ao que realmente deveria existir nas pessoas e, por
esse motivo, os pais de Elsie entregam as fotos a Edward Gardner, membro da
sociedade teosófica, a fim de que ele as analise. Uma das crenças centrais da teosofia é que a humanidade
está passando por um ciclo de evolução, no sentido de aumentar a
"perfeição", e Gardner reconheceu a potencial importância das fotografias
para o movimento.
Não me recordo se esta
frase dita por Edward está presente no filme, mas, em se tratando de uma
história real, eis aqui suas palavras:
“...o fato de que duas
jovens não só tinham sido capaz de ver fadas, o que outros já haviam feito,
mas, na verdade, pela primeira vez, serem capazes de materializá-las a uma
densidade suficiente para que suas imagens fossem gravadas em uma chapa
fotográfica, significou que era possível que o próximo ciclo de evolução
estivesse em curso.”
Ainda, no filme aparece
uma figura histórica: Sir Arthur Conan Doyle (famoso escritor de Sherlock
Holmes), que, na vida real, teve sua atenção voltada para as fotos das fadas.
Como espiritualista, ele interpretou as fotos como evidências de fenômenos
psíquicos. Ele fazia parte do público que também acreditava em fadas.
Muitos fotógrafos, na
época, confirmaram que as fotos eram amadoras, porém reais; que não havia nenhum
truque, como fotógrafos profissionais costumavam fazer. A possibilidade de
dupla-exposição da foto, portanto, foi excluída. Mas agora vem uma informação
triste: na edição da Science, de 1983, Elsie e Frances confessaram que as
fotografias eram falsas, feitas de papelão/cartolina e recortadas a mão, com figuras de
um livro de crianças que era popular na época.
Mas também há a parte boa: Elsie e Frances afirmaram que, apesar de as fotografias serem falsas, elas realmente viram as fadas. E mais: Frances admitiu que a quinta e última fotografia era realmente genuína. As fotografias e duas das câmeras utilizadas estão em exposição no National Media Museum, em Bradford (Inglaterra).
(Quatro das cinco fotos verdadeiras - a quinta e última foto, dita por Frances ser genuína, não foi encontrada - pelo menos não por mim)
Esse vídeo mostra a
confissão das duas garotas (já velhas), afirmando que as fotos (infelizmente)
são falsas, e que não se arrependem da “brincadeira” que fizeram:
Mas e aí, vocês
acreditam? De tantas coisas que existem no mundo, essa é uma das que eu
acredito. Pode parecer infantil, burrice, estupidez, enfim, várias coisas. Mas
e se existirem mesmo? É difícil provar, mas pra quem acredita de verdade, a
prova que a fé nos traz é mais que suficiente. Por isso eu digo sem vergonha: eu acredito em
fadas!
Vale lembrar, também, que
na época a repercussão dessa história trouxe também muitos benefícios: pessoas
que eram doentes passaram acreditar em milagres, e quem antes não possuía
nenhuma fé na vida, nenhuma esperança em relação a qualquer coisa, teve sua
vida modificada por esses acontecimentos. No fim, cabe essa lição: não importa
se é real ou não – o que importa é se você acredita e se isso vai te fazer bem
ou mal!
E, pra quem quiser saber mais sobre a história das fadas de Cottingley:
Link para download (torrent + legenda):
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Resenha por: Rebeca Reale





