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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Luzes da Cidade

      De todos os filmes do mestre Chaplin que já assisti, com certeza este está em primeiro lugar da lista de filmes mais lindos, tocantes, especiais, enfim, lindos que ele já fez, e também entre os que existem no mundo do cinema.

CITY LIGHTS (1931)


      Já virou mania minha e acho simplesmente uma delícia assistir filmes antigos, mudos e em P&B e, principalmente, filmes do Chaplin, que com certeza são os melhores que existem quando reunidos os três itens acima.


      City Lights conta a história de um vagabundo, mendigo, morador de rua, pobretão – qualquer um desses adjetivos cabe ao personagem vivido por Chaplin -, que se apaixona por uma florista cega, também pobre. Ela é uma florista simples, que vende suas flores dentro de uma cesta pelas ruas da cidade. Por uma coincidência do destino, quando o vagabundo e a florista se encontram, dá-se a entender (pela “visão” dela) que ele é um milionário e, para não desapontá-la (pois foi love at first sight), ele acaba levando a mentira adiante. 


      Andando pelas ruas, acontece outro incidente com o vagabundo: passando próximo a uma represa, ele encontra um homem bêbado prestes a se matar, impedindo-o de realizar tal ato. O bêbado fica tão grato, mas tão grato com a ação do vagabundo por ter salvo sua vida que, instantaneamente, o rotula como seu melhor amigo, levando-o à sua mansão e oferecendo-lhe as melhores bebidas. Mas nesses tipos de situação sempre há um “porém”: depois que o milionário bêbado acorda, já no dia seguinte e sem a influência do álcool na cabeça, ele esquece completamente que fez um melhor amigo na noite anterior, passando o vagabundo a ser um desconhecido para ele.


      Assim, o filme se passa sempre com as tentativas do vagabundo em conquistar a florista cega e ajudá-la em tudo o que precisar. Ele acaba descobrindo que a florista e sua avó precisam pagar o aluguel dentro de um dia, senão serão despejadas. Só que elas não possuem esse dinheiro. A florista fica realmente muito triste, pois ela dedica sua vida apenas à sua avó.

      O vagabundo, cheio de amor e compaixão pela situação, resolve fazer de tudo para conseguir o dinheiro para que o aluguel fosse pago. Arruma um emprego de varredor de ruas, mas é demitido sem dinheiro suficiente para ajudar sua amada. Em outra tentativa, decide lutar box para receber o prêmio em dinheiro caso fosse o vencedor. Ainda, numa última tentativa, pede dinheiro ao amigo milionário enquanto ele estava bêbado, recebendo de maneira fácil e alegre mil dólares. Só que a partir disso a coisa se complica, pois o milionário fica sóbrio e julga que o vagabundo roubou seu dinheiro: é uma total confusão, recheada de partes engraçadas, e o vagabundo sempre tentando chegar até sua amada florista para lhe dar o dinheiro do aluguel.

(Tradução: Determinado a ajudar a garota, ele encontrou um trabalho)

      Além disso, pensando mais à frente, o vagabundo encontra no jornal um artigo sobre cirurgia de olhos, e seu maior desejo é que sua florista volte a enxergar; ela, já apaixonada por ele (mas não por acreditar que ele fosse rico, e sim porque ele sempre foi bom com ela), mostra grande felicidade, pois, se voltasse a ver, poderia enxergar aquele homem que sempre se importou com ela. E o final desse filme é algo maravilhoso, que sempre encheu meu coração de esperança e alegria. Então, fica por conta de vocês assistirem essa obra-prima pra entenderem sobre a grandeza de que estou falando. Au revoir.


Resenha por: Rebeca Reale