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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Mad Max - Estrada da Fúria

Antes de começar o texto (coisa que, de fato, não faço há um tempo), queria deixar uma coisa bem clara: textos meus e da Rebeca foram bombardeados por críticas ignorantes e absolutamente nada construtivas de gente que não entendeu bem o propósito do blog. Estamos aqui pra compartilhar as emoções que sentimos ao ver os filmes sobre os quais escrevemos – e não para dar veredictos imutáveis, frios e calculistas sobre os mesmos. Como sentimentos são coisinhas muito pessoais, não há certo ou errado. Portanto, se você, querido amigo leitor, não concordar com o que estiver escrito, fique super à vontade pra dar sua opinião – só não precisa esculhambar. Grata =)

MAD MAX - FURY ROAD (2015)


      Bom, não gosto de blockbusters. Não que eu seja aquele tipo de pessoa que só assiste cinema iraquiano que passa no telecine cult às 3 da manhã, mas já me decepcionei tanto com blockbuster que decidi não me arriscar mais. Porém, Mad Max me cativou, tanto pelos efeitos especiais que eu via no trailer quanto pela participação da Charlize Theron, uma das minhas atrizes favoritas. Porém...


      Mad Max se passa numa Terra pós-apocalíptica em que poucos seres humanos sobreviveram. O povo retratado no filme é liderado por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), um sujeito deveras esquisito que tem dentes cujo tamanho excede o natural, mas que acaba combinando bem com a galera: todo mundo é estranho. Ou quase todo mundo.


      O filme começa com Max (Tom Hardy) tentando fugir desse pessoal esquisito, e divagando sobre o quanto a Terra ficou estranha. Memórias passadas o assombram; crianças pedindo para que eles a salvassem, mais precisamente. Ele não consegue fugir (isso não é spoiler), e acaba sendo escravizado e usado como uma “bolsa de sangue itinerante” para Nux (Nicholas Hoult), mais um dos esquisitos do local, retratado abaixo.


      Em seguida, vemos a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) saindo de sua terra num super caminhão com frente de carcaça de Fusca e 2000 cavalos de potência, com o objetivo de levar combustível a outro povo. O que ninguém sabe é que ela leva consigo as “parideiras”, moças bem bonitas que são forçadas a manter relações sexuais com Immortan Joe para perpetuar a espécie. O objetivo de Furiosa é levá-las ao Vale Verde, terra em que nasceu, e onde a vida não é tão cruel.


      Quando essa ação é descoberta, Immortan reúne uma galera para perseguir Furiosa e capturar as meninas de volta. É aí que Max acaba entrando na brincadeira, mas de um jeito não muito confortável: sendo a “bolsa de sangue” de Nux, vai acorrentado à frente do carro deste enquanto seu sangue é passado para ele – percebemos pela cara de dor que não tá nada fácil pro Max.


      A perseguição começa e minha narrativa da história termina. Devo dizer que nada de muito legal acontece – ao menos na minha opinião – e isso me frustrou um pouco. Claro que é bem maneiro ver perseguições insanas com carros malucos e gente estranha no meio do deserto, mas a mim faltou um enredo mais consistente e convincente que embasasse  aquela maluquice.

      Por vezes cheguei a pensar que o gato do meu namorado estava entendendo o filme melhor que eu.


      O Max, que dá nome ao filme, não tem um papel tão relevante quanto fiquei esperando que tivesse. Em compensação, Charlize destroi na interpretação de Furiosa, personagem responsável pelo início e fim da trama – é incrível o quanto ela se sacrifica para ir atrás do que considera melhor para si e para as pobres escravas sexuais.

      Ainda que a ação de Furiosa tivesse um objetivo, e a persecução dele tenha dado causa a todas as ações do filme, não fiquei convencida. Não que eu tire o mérito do filme, que foi uma das maiores bilheterias por aqui – só acredito que ter visto no cinema, Imax talvez, com um bom 3D, me cativaria mais.

      Antes de ver o filme, li algumas críticas sobre ele, e conversei com a galera que tinha assistido. As opiniões eram quase unânime –  fora uns gatos pingados que diziam ser o filme mais fodástico do ano, a maioria dizia: “Olha, os efeitos especiais são ótimos, mas não espere que faça muito sentido”. E, de fato, não faz. Mas mudo de opinião se alguma alma caridosa conseguir me explicar por que diabos um sujeito cego fica tocando guitarra em cima de um carro durante o filme todo.

      Só vou dizer que recomendo porque ficaria bem feliz em ver a carinha de “Wat” de cada um dos leitores que tenham assistido ao filme.


      Até a próxima, gente linda.

Resenha por: Stephanie Eschiapati

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Jovens Adultos

      O FILME QUE HABITO ADVERTE: JULGAR UM FILME PELA SINOPSE PODE TE FAZER QUEIMAR A LÍNGUA DEPOIS DE ASSISTIR.

YOUNG ADULT (2011)



      Mavis Gary (interpretada por Charlize Theron) é uma ghost writer, ou seja, ela escreve para uma série de livros sobre vampiros que, na verdade, não foi ela mesma quem criou. Ela mora na “cidade grande”, tem uma vida boa, mas acaba se divorciando e, pouco tempo depois, recebe o convite do chá de bebê da filha de seu namorado do colégio, Buddy Slade (Patrick Wilson).
      
      Ela resolve, então, voltar para sua cidade natal com o plano de reconquistar Buddy, ainda que ele seja casado e já tenha uma família. Sim, ela banca a adolescente maluca e vai, com a cara, a coragem e o cachorro em busca do que ela considera felicidade.


      É claro que, quando li a sinopse, que continha basicamente as informações que lhes passei nos parágrafos anteriores, pensei: “Pfff, jamais vou ver esse filme”. PENSEI MESMO. Afinal, imaginei que fosse mais um daqueles filmes clichês, tipo “O melhor amigo da noiva”, “O casamento do meu melhor amigo”, “Minha melhor amiga no casamento do meu melhor amigo” etc. Não gosto desse tipo de filme. Não gosto de comédia romântica. Mas resolvi assistir assim mesmo, e fiz isso no ônibus certo dia, voltando pra casa.

      Como eu também já disse, queimei a língua. Em vez de o mundo me proporcionar mais um clichê monumental, vi um filme tão denso psicologicamente que me surpreendi, e muito. O filme todo não gira ao redor da empreitada da Mavis, e sim, de seus problemas internos e externos. Por mais que ela encha o rosto de maquiagem e coloque uma roupa sexy, ela bebe todo santo dia, sozinha ou acompanhada. É bonita, linda, mas insegura. E tem mais uma mania dela criticamente importante pra se analisar o quão problemática ela é, mas essa eu não vou contar (vou deixar os leitores curiosos, MWAHAHA).


      Ainda que o tema “a volta da menina mais popular da escola à cidade natal” possa ser meio batido, esse filme não decepciona. A contradição entre o que Mavis parece ser e REALMENTE é te deixa pensando: “Putz, será que eu sou assim também?”. É um filme que te faz repensar uma série de assuntos, principalmente se você cresceu em uma cidade e depois foi embora pra outra, pra estudar ou trabalhar.

      Não nego que senti vergonha alheia em muitas cenas. É que eu, pelo menos, senti uma afeição tão grande à Mavis, que dava vontade de entrar no filme e falar “NÃO, MULHER, NÃO FAÇA ISSO!!!”. Ela faz umas coisas que dão vontade de morrer, gente, sério. Mas acho que tudo o que ela faz tem um propósito e serve pra alguma coisa.

      Um personagem criticamente importante também é o Matt Freehauf (interpretado pelo Patton Oswalt, que vem aparecendo em Two and a Half Man). Ele não deixa de ser um clichê também, o “esquisito da escola”. Mas a participação dele na história também me deixou boquiaberta, porque, em 93 minutos de filme, senti raiva, pena e vergonha dele.


      Enfim, depois de rasgar elogios pro filme, vocês devem estar se perguntando por que eu dei nota oito ao final. Explico. Tirei dois pontos da nota máxima por não ter me convencido muito com a atuação do Patrick Wilson, e da Elizabeth Reaser (a esposa de Buddy no filme, Beth). Eram papéis aparentemente simples que não souberam ser bem aproveitados, na minha opinião. Mas o que se contrapõe a isso, com toda certeza, é a atuação da Charlize, que olha... arrebenta.

(Buddy Slade, o "Senhor sem Sal")

(A esposa mais sem sal ainda do Buddy)

(A banda mais bonita da cidade, só que não)

      Young Adult é um filme que vale a pena assistir. No meu caso, particularmente, valeu a pena por assistir e me surpreender, diante de um roteiro nada infantil, diferente do que parecia ser. E deixo aqui pra vocês a pergunta que coloquei no título, mesmo porque foi a primeira coisa que me veio à cabeça assim que terminei de ver o filme: qual a hora certa de crescer e deixar o passado pra trás? Até a próxima.


Resenha por: Stephanie Eschiapati