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sábado, 23 de fevereiro de 2013

As Vantagens de Ser Invisível

      NOVIDADE: além dos posts feitos por mim (Rebeca), e pela Stephanie, abrimos lugar para que outras opiniões sobre filmes se encaixem em nosso blog. Portanto, nessa seção de posts especiais, tenho o prazer de deixar aqui o post do Gian, sobre o filme As Vantagens de Ser Invisível.

THE PERKS OF BEING A WALLFLOWER (2012)


      O nome estranho remete a pensamentos sobre o que o filme poderia abordar, ou então, o que seria ‘ser invisível’. Primeiramente, antes de entender tudo ou qualquer coisa que o filme possa querer mostrar, é bom apenas ter em mente que tipo de filme é este, e a melhor resposta é: filme impessoal, atemporal e sem localização. Salvo as menções sobre Universidades que nos remetem aos EUA, o filme poderia estar contando a história de qualquer um, em qualquer fase de sua vida.


      Charlie (Logan Lerman) é um garoto de 15 que escreve cartas para um amigo, e não obtém retorno algum, pois é assim que ele quer. Ele começa narrando sua história com o medo que está para enfrentar o primeiro dos 1385 dias de Ensino Médio, apontando suas preocupações para essa época de sua vida:

- Ele não tem amigos, nem com quem se sentar no horário do almoço;
- Tem medo por ser um aluno exemplar na aula de inglês avançado, e medo de ser incompreendido por isso, e por outras coisas;
- Não quer que seus pais achem que ele piorou e...
- Ele não quer piorar.


      O que pareceria um típico filme americano sobre bullying e ‘populars X nerds’ mostra sua complexidade entrando em cada personagem e mostrando os verdadeiros sentimentos e temores, aparências e essências de cada um. Aquele que assistir ao filme e não se identificar com qualquer que seja o personagem da trama, ou não prestou atenção no mesmo, ou ele próprio não se conhece.

      Charlie, então, se direciona para um aluno que ele acha engraçado e que não o trata com indiferença ou asco, como qualquer outro veterano faria. Patrick (Ezra Miller), ou o ‘Nada’, o convida para entrar em seu grupo de desajustados, juntamente com sua meia-irmã Sam (Emma Watson) e começa a viver. Seu medo de piorar novamente e o fato de ter perdido seu melhor amigo Michael no ano passado, que cometera suicídio, começam a se esvair em sua mente, deixando-o mais leve, solto, e aberto a novas experiências, como ouvir as músicas boas que Sam mostra a ele, sair com meninas e experimentar drogas.


      Em flashbacks, Charlie se relembra de sua Tia Helen, que fora a pessoa que ele mais amou dentro de sua família, até certo momento, quando conhece o ‘amor.’ Charlie foca e mergulha no âmago das pessoas, tentando entendê-las, tentando fazer bem a elas, mesmo em detrimento de sua própria pessoa. É mais ou menos aí que vive o perigo em piorar novamente, que seria o fato de Charlie ter entrado em profundo desespero e tristeza em certa parte de sua vida.

      Não vou me aprofundar em nenhuma das características intrínsecas a cada personagem, embora os temas sexualidade e amor sejam os mais abordados no filme.


      Impossível de deixar de lado as atuações no filme. Logan Lerman deixa seus pretensiosos Percy Jackson e O Ladrão de Raios e The Three Musketeers (Os Três Mosqueteiros) para assumir um perfeito Charlie, cativante e aberto para que qualquer um se encaixe em seu papel. Ezra Miller, após a brilhante atuação em We Need To Talk About Kevin (Precisamos Falar Sobre o Kevin), abre mão do antigo personagem fechado para se tornar o extrovertido Patrick de maneira esplêndida, merecendo o Oscar, talvez, em minha opinião, para ambos. E por fim, mas não menos importante, Emma Watson se despede da perfeita Hermione Granger (série Harry Potter) para se tornar Sam, em nada comparada à antiga personagem, de maneira muito bem interpretada e apaixonante.

      A mensagem que captei do filme foi a seguinte: Ame, não passe os outros à sua frente, não deixe de mostrar seus sentimentos, e entenda os outros do seu ponto de vista, pois você é uma flor do papel de parede, você é invisível, ocupa uma posição inatingível de observação, então a use. Assim como use tudo, experimente tudo, seja extensível, seja infinito.

"We are infinite"


      Link para download (formatos AVI, MP4 e Blu-Ray):
      Clique aqui.